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Dona Chuá. Uma História de Fraternidade

 

" Estava eu, na orla de Copacabana, conversando com Dona CHUÁ, quando chegou um vendedor ambulante de óculos e pau de self.

Logo ela o trouxe para nossa conversa.

Papo vai, papo vem, descobri que ele era de Dakar (Senegal).
Essa informação abriu espaço para que eu falasse da minha recente viagem às aldeias moçambicanas (participei da Caravana de setembro/2017).  E também sobre o apoio que a Organização FRATERNIDADE SEM FRONTEIRAS dá a um projeto, que ampara crianças e adolescentes, em situação de risco, no Senegal.
Dona CHUÁ ficou maravilhada com tudo que eu falava.
De repente ela pegou uma bolsinha rosa e de lá tirou uma nota de 10 reais.  E perguntou-me:
- Quando você vai de novo à África?
Eu respondi:
- Não sei, mas tenho vontade de um dia voltar.
Ela:
-  Então leve esse dinheiro para as crianças.  Eu fui órfã de pai e mãe e passei fome.  Sempre me comoveu ver as crianças africanas passando fome.  E sempre quis conhecer alguém que pudesse levar a minha ajuda.
Na hora eu não quis aceitar.  Mas logo entendi a importância daquele gesto.
Então lhe disse que em dezembro deste ano, faremos um grande Bazar, aqui no Rio, e o dinheiro arrecadado vai para as crianças na África.  A sua doação será juntada a esse valor.
Ela ficou extremamente feliz e disse que confiava em mim para o envio dessa doação.
Peguei o celular para anotar o seu nome e ela falou:  

Eu me chamo Maria da Graça, mas escreve aí, CHUÁ.  É assim que sou conhecida".

Dona CHUÁ  -  vendedora de cangas, na praia de Copacabana (RJ). Eu a conheci hoje, dia 1º de outubro. (Foto: Gabriel Moreira)

Português, Brasil

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...É a Fraternidade criando laços entre nós

E em nós...

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