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Diálogo Inter-religioso no II Encontro FSF

Andrei Moreira, João Signorelli, Irmã Aíla, Makota Valdina, Pr. Milton e Roberto Lúcio. 

O II Encontro Fraternidade sem Fronteiras reuniu pessoas adeptas de diferentes religiões e crenças que formaram laços de amizade e de afeto sincero. Prova disso foi o Diálogo Inter-religioso que proporcionou cenas de muita comoção.
O espirita Roberto Lúcio, a irmã Aíla Ribeiro do catolicismo, Makota Valdina do candomblé, o Pastor Milton do protestantismo e o ator João Signorelli estudioso do hinduísmo se reuniram no evento para falar sobre tolerância, amor e respeito.

“Acredito que todos nós temos o direito de encontrar a nossa felicidade e que todos os caminhos podem levar a Deus”, afirmou o pastor Milton, que continuou, “eu me sinto na obrigação de chegar para a senhora (Makota Valdina, do Candomblé) hoje e pedir desculpas por alguns evangélicos que não sabem o que é o amor de Cristo.”
Este foi um dos momentos mais marcantes do Diálogo Inter-religioso que aconteceu no sábado, 21 de abril: o abraço entre duas religiões conhecidas por seus opostos. Ao sentarem lado a lado, líderes religiosos e simpatizantes, puderam exercer o ouvir e compreender que juntos podemos realizar mais.

  

Pr. Milton pedindo perdão à Makota Valdina

A mãe de santo Makota Valdina, nascida e criada em Salvador -BA, contou sua trajetória de luta contra o preconceito e a intolerância e como conseguiu ter voz em meio a tantas adversidades. “Eu empunhei a bandeira de luta contra o racismo através do Candomblé também por observar que sempre fomos objeto de estudo mas que não tínhamos ainda o poder de fala”, explicou. 
A líder espiritual contou também que por ter se tornado ativista da causa, conseguiu se expressar e lutar pelo que acredita.

Makota Valdina 

Defensora do diálogo inter-religioso como divulgação do Evangelho e do amor de Cristo, a irmã Aíla Pinheiro é uma das líderes religiosas que mais dialogam com o diferente. “O diálogo inter-religioso tem como condição fundamental o respeito. Eu tenho mantido mais ou menos uns 30 anos de diálogo com diversas religiões”, contou ela durante sua fala. A freira, que também é amiga da causa, levantou a questão cultural brasileira ao dizer que não podemos acreditar que só uma ideologia é a certa em um país com tantas singularidades. “Não existe brasileiro puro, nós somos uma mistura de gente”, afirmou.

Irmã Aíla 

O ator e apoiador da FSF, João Signorelli aceitou o desafio de falar sobre o hinduísmo depois de ter estudado profundamente a religião para interpretar Gandhi nos palcos. “ No hinduísmo eles pregam uma harmonia. O próprio Gandhi dizia “a minha casa tem sempre as janelas abertas para que os ventos de todas as religiões possam entrar e conviver em paz”, afirmou.
João ainda enfatizou a importância do diálogo neste período da política brasileira. “É muito bom poder, neste momento do Brasil, estarmos aqui, juntos, discutindo não só espiritualidade e religião, mas discutindo talvez o destino de vários jovens presentes”, finalizou.

“Quando a gente ama, as diferenças deixam de ter sentido”. Assim Roberto Lucio encerrou o diálogo do II Encontro FSF. O médico espírita resumiu a fala de todos ao dizer que ninguém é inimigo de ninguém e que o amor é a cura para todos os males. “Às vezes falamos de Deus e parece que o outro é nosso adversário. Ninguém aqui veio falar de coisas que não estão nos nossos corações e eu não vejo nenhuma pessoa aqui como meu adversário e a gente precisa aprender isso”, concluiu.

  

Anamari Souza recebendo os aplausos após apresentar seu poema Religare, que fala sobre intolerância religiosa  

 

 

 

 

 

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